Coordenador do Centro USP–China – único da Universidade dedicado a um país – destaca parceria estratégica entre China e Brasil
Publicado em 29/04/2025 por Monitor Mercantil, escrito por Marcos Oliveira.
Ricardo Trindade, Centro USP-China (foto Monitor Mercantil)
O Centro USP-China foi um dos realizadores, junto com a agência de notícias Xinhua, do “Fórum Hong Ting: Construção da Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil–China na Nova Era, por um Mundo mais Justo e um Planeta mais Sustentável”, realizado em São Paulo na última sexta-feira (25). O Centro USP–China é o único da Universidade de São Paulo dedicado exclusivamente a um país.
O coordenador do Centro, professor Ricardo Trindade, ressaltou que a China é uma parceira estratégica do Brasil e também um “ator central” no cenário global de ciência, tecnologia e inovação. “China e Brasil também compartilham valores fundamentais, como o multilateralismo, o respeito à autodeterminação dos povos e a busca por soluções conjuntas para os grandes desafios da humanidade. Na ciência, a China tem demonstrado um desenvolvimento impressionante nos últimos anos, superando outras potências mundiais em diversas áreas do conhecimento”, afirmou o coordenador do Centro USP-China, destacando uma parceria firmada com a gigante chinesa de tecnologia e comunicações Huawei.
Luís Antonio Paulino, diretor do Instituto Confúcio na Unesp e um dos principais especialistas em cultura chinesa no Brasil, listou 4 pontos fundamentais na parceria entre China e Brasil: economia verde; tecnologia de ponta; modernização da infraestrutura; e intercâmbio cultural.
Pedro Martins Zuffo, do Observa China, explicou que, na concepção chinesa, desenvolvimento é uma via de mão dupla e destacou a contradição entre a harmonia pregada pela China e a ocidentalização do mundo buscada pelos EUA e demais países do norte ocidental. Ele defendeu ações para reforma da governança global e citou, entre as mais importantes, a criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, o Banco dos Brics), 1ª instituição financeira mundial criada por países emergentes.